SENTIR (quebra-gelo)

Você já revelou uma foto? Já usou aqueles filmes de máquinas antigas?
As fotos eram gravadas em negativos e depois precisavam ser reveladas. Na maioria das vezes nem conseguíamos entender o que é a foto no negativo, somente após a revelação, não é mesmo!?
Esse processo nos ensina uma lição interessante: a revelação é sempre uma imagem positiva.

APRENDER

As coisas que parecem negativas em nossa vida, precisam de uma revelação de Deus.

Todos nós temos a tendência de dar um foco maior ao negativo. As noticias que chamam mais a nossa atenção são negativas, quando encontramos alguém na rua e falamos do governo, geralmente nos lembramos das partes negativas.
Veja que interessante o texto de João 1:45-47:

“Filipe encontrou Natanael e lhe disse: “Achamos aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”. Perguntou Natanael: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”  Disse Filipe: “Venha e veja”. Ao ver Natanael se aproximando, disse Jesus: “Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”.

Nessa ocasião, Filipe corre até o amigo Natanael e conta sobre a chegada do Messias, que os profetas falaram, mas quando diz que Jesus veio de Nazaré, rapidamente Natanael vê o lado negativo da fala de Filipe e acaba criticando a cidade de Nazaré. Porém, ao se aproximar de Jesus, o Senhor olha para ele e busca o que há de melhor, o lado positivo de Natanael, um israelita em quem não há falsidade.

Jesus vê o positivo porque tem uma revelação de quem Deus é.
Ele olha para nós e enxerga todas as coisas maravilhosas que Deus fez e faz por nós.

Nós passamos muito tempo reclamando da nossa vida e olhando apenas para o lado negativo das coisas, porque precisamos de uma revelação de quem Deus é. Precisamos do Espírito Santo conduzindo o nosso olhar, para enxergarmos as situações como Deus enxerga.

 “E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo!”. Jesus disse: “Que grande privilégio você teve, Simão, filho de João! Foi meu Pai no céu quem lhe revelou isso. Nenhum ser humano saberia por si só.  Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão. Eu lhe darei as chaves do reino dos céus. O que você ligar na terra terá sido ligado no céu, e o que você desligar na terra terá sido desligado no céu”. – Mateus 16:15-19 (NVT)

Assim como Pedro, quando temos uma revelação de quem Deus é, descobrimos nossa própria identidade. Jesus perguntou quem os discípulos diziam que Ele era, e depois da fala de Pedro, Jesus diz quem Pedro seria a partir daquele momento.

REFLETIR

E você? Quem diz que Ele é?

A visão de Deus que você tem, determina como você vê a si mesmo.

Em Números 13, temos a história de Josué e dos príncipes enviados por Moisés para o reconhecimento da terra que Deus deu ao povo. 12 espias foram enviados, entre eles Josué e Calebe.
“Mas os homens que tinham ido com ele disseram: “Não podemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós”. E espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca daquela terra.” – Números 13:31-32

Dos 12 príncipes, 10 voltaram com um relatório negativo sobre a terra. Eles disseram que haviam gigantes e que o povo não conseguiria a vitória em uma batalha. Mas veja o relatório de Josué e Calebe:

“Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, disseram a toda a comunidade dos israelitas: “A terra que percorremos em missão de reconhecimento é excelente.  Se o Senhor se agradar de nós, ele nos fará entrar nessa terra, onde manam leite e mel, e a dará a nós.  Somente não sejam rebeldes contra o Senhor. E não tenham medo do povo da terra, porque nós os devoraremos como se fossem pão. A proteção deles se foi, mas o Senhor está conosco. Não tenham medo deles!” – Números 14:5-9

A diferença das duas visões é a revelação que os espias tinham de Deus, Josué e Calebe conheciam a Deus como todo-poderoso, como aquele que os levaria à vitória. Eles viram as dificuldades, mas mesmo assim conhecendo a Deus, eles conheceram a si mesmo e confiaram que entrariam na terra prometida.

Quando nós temos uma visão errada, nós pensamos errado, sentimos errado e falamos e agimos errado.
Quando olhamos para as dificuldades, nós pensamos menos de nós mesmos, nos sentimos menores do que somos, mais fracos, e consequentemente, deixamos as mentiras do inimigo terem lugar em nossa boca e em nossas atitudes.

Quando pensamos como Deus, sentimos o amor do Pai, então falamos e agimos com ousadia e fé.

APLICAR E ORAR (separe entre homens e mulheres)

4 maneiras de pensar e encarar a vida

Em Lucas 15:11-19 vemos Jesus contar a conhecida história do filho pródigo, um homem que pede a sua parte da herança ao pai, sai de casa e desperdiça todos os bens que recebeu, mas tem sua volta celebrada pelo pai, como filho que nunca deixou de ser. É possível enxergar algumas mentalidades nessa história:

  • Mentalidade de Escravo
    O filho mais novo da história de Lucas 15, ele pediu a herança do pai porque não gostava de fazer o que o pai fazia. Ele vive para si mesmo, é escravo dos seus próprios desejos, vive independente de Deus. Tem o coração endurecido. Em João 8:34 diz: “Jesus respondeu: “Eu lhes digo a verdade: todo o que peca é escravo do pecado.”

  • Mentalidade de Empregado
    O filho mais velho na história, é aquele que quer merecer o amor de Deus, é religioso, e acredita que o seu desempenho obriga Deus a ajuda-lo. Ele confia em sua própria força, enxerga Deus como um juiz, procura reconhecimento e vive para provar o seu valor.
    “O irmão mais velho se irou e não quis entrar. O pai saiu e insistiu com o filho, mas ele respondeu: ‘Todos esses anos, tenho trabalhado como um escravo para o senhor e nunca me recusei a obedecer às suas ordens. E o senhor nunca me deu nem mesmo um cabrito para eu festejar com meus amigos…” – Lucas 15:28

  • Mentalidade de Filho
    “Pois todos vocês são filhos de Deus por meio da fé em Cristo Jesus.” Gálatas 3:26 (NVT)
    Quem pensa como filho reconhece o que o Pai faz e o ama igual a Jesus. O filho confia no amor do Pai, sabe que foi perdoado, está sempre buscando ficar mais perto do Pai (oração), tem fé nas promessas de Deus.
  • Mentalidade de Príncipe
    Pois ele nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar com ele nos domínios celestiais, porque agora estamos em Cristo Jesus. — Efésios 2:6 (NVT)
    Quem pensa como príncipe sabe que tem autoridade e utiliza esse poder para trazer a realidade do céu para a terra, a realidade do reino de Deus. O inimigo foi vencido pelo Senhor, e nós como príncipes podemos tomar posse da terra, pregando o evangelho da graça, libertando os cativos e fazendo discípulos.

Cada uma dessas mentalidades, cada modo de pensar que citamos reflete uma revelação de quem Deus é, um modo de enxergar o nosso Pai. Mas e nós? Qual a revelação que nós temos? De que maneira temos pensado? Como escravo, empregado, filho ou príncipe?
Líder, não faça essas perguntas como juízo ou julgamento, mas sim como um convite a reflexão. Compartilhe uma experiência sua, de quando ficou distante e precisou se arrepender para voltar. Lembre-se que paternidade é um assunto que toca em feridas profundas na vida das pessoas, esteja atento a todos que precisam ser acolhidos e abraçados. Se disponha para conversar em particular caso seja necessário, aplique a realidade do discipulado!

Aproveite para falar sobre o Vida Vitoriosa, explique sobre os primeiros passos na caminhada com Jesus e o desafie para participar do SIGA-ME!

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