O que Deus falou com você nessa Páscoa? Em que sentido ela foi diferente para você?

Quando você pensa em Pedro, o discípulo, o que vem à sua mente?

Pedro sempre foi aquele que falava o que pensava. Algumas vezes, ele foi até repreendido por Jesus. Em outras, teve revelações profundas, como quando disse que Jesus era o Cristo, filho do Deus vivo (Mt. 16.13-17).

A Palavra conta que ele foi chamado para ser um discípulo quando estava pescando, junto de seu irmão André. Jesus disse que se eles O seguissem, Ele os faria pescadores de homens. E os dois, “no mesmo instante deixaram as suas redes e O seguiram” (Mt. 4.18-22).

Depois desse dia, ele viveu momentos incríveis ao lado de Jesus e dos outros discípulos: presenciou duas multiplicações de alimento, enfrentou tempestades, andou sobre as águas – e quase afundou! – orou pelas pessoas, curou doentes, expulsou demônios, assistiu a Jesus fazendo diversos milagres.

E ele também estava na última ceia, a última refeição dos discípulos com Jesus. Ali, além de revelar quem O iria trair, Jesus disse que todos o abandonariam. É claro que Pedro reagiu, dizendo que nunca faria tal coisa. E então, ele ouve as duras palavras: “Asseguro que ainda esta noite, antes que o galo cante, três vezes você me negará” (Mt. 26.34).

Qual foi a reação de Pedro quando Jesus foi preso?

Sempre muito intenso, ele pegou uma espada e cortou a orelha de um dos soldados que estava ali. Isso só para presenciar mais um milagre de Jesus, mais uma prova do Seu grande amor. Ele pegou a orelha e a colocou de volta no lugar, sabia que precisava passar por aquilo e não tinha a intenção de ver ninguém ferido.

Pedro acompanhou Jesus de longe. Foi até o Sinédrio e ali o que mais temia acabou acontecendo: ele negou Jesus, três vezes. E logo o galo cantou (Mt. 26.69-75).

Com a morte do Mestre, Pedro ficou profundamente triste. Ele e alguns outros discípulos, inclusive, voltaram a pescar, voltaram a fazer o que faziam antes. Mas o Senhor não os abandonou.

Certa manhã, quando alguns discípulos pescavam, Jesus lhes apareceu. Não haviam conseguido pescar nada, mas Ele os instruiu a lançar a rede do outro lado e, para a sua surpresa, pegaram muitos peixes. Perceberam, então, que era o Senhor. Arrastaram a rede cheia até a praia e comeram com Jesus (Jo. 21.1-14).

Se você fosse Jesus, o que diria a Pedro quando o reencontrasse?

Talvez, muitos de nós tentássemos acertar as coisas, lembrando do que aconteceu, dizendo que não esperávamos ser traídos por um amigo tão próximo. Talvez, começaríamos perguntando por que ele voltou a pescar, se não cria em tudo o que havíamos dito. Provavelmente, essa conversa teria um tom de acerto de contas.

Mas, não foi isso que Jesus fez. Ele restaurou Pedro. Perguntou a ele, por três vezes, se O amava. Com a resposta afirmativa, disse: “Cuide das minhas ovelhas” (Jo. 21.15-17).

Depois de tudo o que viveram juntos, Jesus relembra a Pedro do seu chamado: ser pescador de homens, cuidar das ovelhas de Deus. E este mesmo Pedro, depois do encontro com o Cristo ressurreto, recebeu o Espírito Santo, espalhou o Evangelho, foi perseguido, começou a igreja como a conhecemos.

O que tudo isso tem a ver com a comemoração da Páscoa?

Jesus veio a este mundo para revelar o amor do Pai por nós, para morrer na cruz perdoando nossos pecados e nos libertando da escravidão à lei do pecado, para que pudéssemos ser justificados (feitos justos diante de Deus) e assim nos tornarmos filhos de Deus.

A Páscoa não tem só a ver com a nossa restauração, assim como foi com Pedro, mas também com o nosso chamado. Ao subir aos céus, Jesus deixou o Espírito Santo, o consolador, que nos capacita a ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura e fazer discípulos de Cristo.

Assim como fez com Pedro, Ele nos faz pescadores de homens e pede que cuidemos de Suas ovelhas.

O problema é que muitos de nós pensamos que, por causa de nossos erros e de nossos pecados, não somos dignos de receber o amor de Deus e de falar dele para as outras pessoas. Mas isso é mentira! Jesus já fez tudo, já nos deu perdão e nos chama para uma vida nova! Sem acusação, sem peso, olhando sempre para o Seu sacrifício, para a Sua morte e ressurreição em nosso favor.

Você se sente culpado por algum pecado que cometeu? Sente que não é digno do amor de Deus?

Se sim, creia no que diz a Palavra, que se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de qualquer injustiça (1Jo. 1.9). Não existe nada que possa te separar do amor de Deus, nada que faça com que Ele te ame menos, nada que faça com que Ele te ame mais.

Sente que não tem outra chance?

O amor de Deus é impressionante, infinito e ousado. Ele nunca desiste de nós. Podemos confiar nele, entregar toda nossa vida para Ele, e vivermos neste mundo sendo amados por Deus, como verdadeiros filhos.

Hoje, deixe que essas verdades entrem no seu coração e ouça o chamado de Deus, comprometa-se a dar a sua vida para levar o Evangelho a outras pessoas e a fazer discípulos de Jesus. Viva abundantemente como filho de Deus!

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