Como entendemos a vontade de Deus para nós?

Com o nosso coração. Para entendermos isso, precisamos considerar que na época em que Jesus esteve na terra existiam dois tipos de pessoas que O seguiam: os discípulos e os religiosos. Os discípulos eram aqueles que queriam aprender e obedecer, tinham fé e o coração aberto. Já os religiosos eram aqueles que queria provas e sinais e queriam provar que estavam certos, eram cheios de dúvidas e tinham o coração fechado.

Jesus vem, então, não do jeito que os religiosos imaginavam, mas vem falando ao coração das pessoas, vem falando do Reino de Deus. E Ele faz isso através de parábolas.

Por que Jesus ensinava através de parábolas? (Mt. 13:11-17)

Quando Jesus estava contando a parábola do semeador, os dois públicos estavam ouvindo, tanto os discípulos quanto os religiosos. Então, quando Ele termina de falar, os discípulos questionam o porquê de Ele ensinar através de parábolas. E a resposta dele nos intriga: os discípulos receberam o conhecimento do mistério do Reino de Deus, os outros não. Ele ainda diz: “A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado” (v. 12).

Essa frase é repetida muitas e muitas vezes nos evangelhos (Mt. 25:14-30, Lc. 19:11-27). O que Jesus está querendo dizer com isso? Que não existe estagnação. Não tem uma coisa que está parada e continua parada. Ou ela melhora ou vai piorar. E isso em todas as áreas da vida.

Isso é um princípio. É como alguém que sabe um pouco de violão, por exemplo. Se essa pessoa não se esforçar, treinar, estudar e praticar, vai perder o pouco que sabe. Deus nos dá dons e capacidades e, se nós não usamos, isso acaba enferrujando. Mas quando recebemos algo de Deus e começamos a usar, a aplicar, Ele nos dá mais.

Na parábola das Dez Minas (Lc. 19), o senhor estava testando a fé de seus servos. Quando eles devolvem o que aplicaram, ganham, em troca, cidades para administrar, ganham ainda mais do que tinham. Quem não semeia, também não colherá. Aquele que está com o coração aberto, que recebe e aplica o que recebeu, este receberá muito mais. Mas aquele que não tem o coração aberto perderá até o pouco que tem. São dois grupos.

Isso tem a ver com a vontade de Deus. A vontade daquele senhor era que seus servos prosperassem. E, da mesma forma, Deus quer que sejamos frutíferos.

Por que um grupo de pessoas recebe ainda mais, além do que já tem, e outro perde o pouco que tinha?

Jesus respondeu a essa pergunta. O que Ele quis dizer é que parte daquele povo que O seguia não estava interessado em conhecê-lo, eles não queriam abrir o seu coração. Estavam com o coração fechado, insensível.

Ele ainda continua, diz que se não fosse assim eles seriam curados. Se eles vissem, ouvissem, entendessem com o coração e se convertessem, seriam curados (Mt. 13:15). A palavra “curado” significa curar fisicamente, salvar, livrar do pecado. É completo. Jesus está dizendo que quem abre o coração para Ele terá uma revelação no coração. Todo milagre, toda cura começa no coração, não na mente.

O que acontece se o nosso coração estiver endurecido? (Hb. 3:7-14)

O texto de Hebreus está falando sobre incredulidade. Quando fala da rebelião, se referindo ao tempo em que o povo estava no deserto, fala do texto de Êxodo 17:1-1. O povo tinha saído do Egito e estava no deserto, então a água acabou e eles começaram a reclamar, murmurar. Nós somos assim.

Deus respondeu e lhes deu água. Mas Ele chama esse episódio de Massá e Meribá, provação e rebelião. Ou seja, as pessoas foram provadas e se rebelaram. Então, precisamos tomar cuidado com o nosso coração, principalmente quando as coisas não saem como esperamos.

Endurecimento do coração é incredulidade. E isso nos afasta de Deus, afeta o nosso coração. E deixamos de receber aquilo que Ele tem para nós, a vontade de Deus não se cumpre. Quantas pessoas estão perdendo aquilo que Deus tem preparado para elas por causa da incredulidade? O Reino de Deus envolve esforço, envolve renúncia. Tem a nossa parte. 

Deus quer que a vontade dele se cumpra em minha vida? (Is. 64:4-5; 1Co. 2:9-12)

Da parte de Deus não está faltando nada! Quando a vontade dele não está se cumprindo na nossa vida, algo está errado conosco e não com Ele.

Se amamos a Deus, abrimos o nosso coração para Ele, obedecemos ao que Ele diz. E então Ele nos revela, através do Seu Espírito, Sua boa, agradável e perfeita vontade. Nós recebemos o Espírito Santo para receber tudo aquilo que Deus nos tem dado de graça!

Como está a vontade de Deus no seu coração?

Se depender do Senhor, Ele quer fazer a vontade dele em sua vida. O Salmo 37 diz: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (v. 5). A vontade de Deus está ligada ao nosso coração (Sl. 81).

Não podemos nos tornar o centro do nosso coração e deixar que a incredulidade tome conta de nós. Muitas vezes, estamos seguindo o nosso coração e ele está cheio de ira, cheio de amargura e incredulidade. E aí caminhamos para a morte.

Peça para Deus sondar o seu coração, veja se você não tem se fechado para as coisas maravilhosas que o Senhor quer fazer em você e através de você. Se arrependa e passe a buscar a Deus. Se precisar, peça ajuda dos seus irmãos do GCEM e do seu discipulador. Mas não deixe de viver a vontade de Deus para a sua vida!

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