Você tem descoberto qual é a vontade de Deus para você?

Deus quer que sejamos frutíferos! (João 15:5-8)

Temos falados já há algumas semanas sobre a vontade de Deus, sobre como podemos conhecê-la e o que a impede de se cumprir. 

Uma das vontades de Deus para a nossa vida é que sejamos frutíferos. E isso é muito claro: Ele quer que frutifiquemos e que recebamos tudo o que pedirmos ao Pai.

“Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai conceda a vocês o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros.” João 15:16-17

O que é dar frutos? (Gálatas 5:22-25)

Muitas pessoas confundem os frutos com os dons, mas eles são coisas completamente diferentes. Uma pessoa pode até ter dons e não ter frutos. Os dons são dados por Deus de maneira irrevogável, Ele não dá e depois tira. A grande questão é o que fazemos com eles, porque os recebemos para servir as pessoas.

A vontade de Deus é que sejamos frutíferos, e que busquemos os dons sim, mas com o objetivo de darmos frutos que abençoem a outros. E esses frutos estão no texto de Gálatas 5. Eles vêm quando o Espírito Santo habita em nós. Por isso, quando temos uma vida cheia de frutos, os dons também aparecem.

Como podemos dar frutos?

Uma árvore dá frutos quando está bem plantada, quando tem raízes fortes e profundas (Sl. 1:1-3). Se somos como as árvores, o nosso coração é como nossas raízes. Por isso, o Senhor está interessado, em primeiro lugar, no nosso coração. Se ele estiver bem, daremos frutos e teremos uma vida abundante (Pv. 4:23; Mt. 6:45; Rm. 10:10; Jo. 7:38).

Quais são os venenos que podem afetar nosso coração e impedir que sejamos frutíferos?

  1. Dúvida

Um desses venenos é a dúvida. E ela toma conta do nosso coração devagar, vai crescendo e se acumulando. Começamos a duvidar, então, do amor de Deus por nós, do amor das pessoas, da Palavra de Deus.

 

A dúvida tem como o alvo o coração, porque a fé habita no coração. E ela quer matar a nossa fé. A fé é uma experiência relacional e não intelectual. A fé se baseia na confiança absoluta em Deus, no Seu amor, na Sua Palavra e nas Suas promessas. Se apoia em quem Deus é. Então, a dúvida vem tentando afetar nossas convicções naquele em quem deveríamos confiar.

Isso tudo tem a ver com relacionamento. Quando a dúvida aumenta, surgem a ansiedade e o medo, e então os nossos relacionamentos são afetados. O diabo usa essas situações para destruir casamentos, acabar com amizades e machucar pessoas. Precisamos resistir e permanecer firmes na fé (1Pe. 5:6-10).

  1. Ofensa

A ofensa também é um veneno que se instala no nosso coração. Ela está diretamente ligada aos nossos relacionamentos, nossos sentimentos e nossa identidade. Todos seremos ofendidos, a questão é o que fazemos com a ofensa – se nos livramos dela ou a deixamos em nosso coração.

Mesmo sendo cristãos há bastante tempo podemos permitir que a ofensa tome conta do coração. Abrimos a porta quando nos sentimos injustiçados e quando damos espaço para a dúvida, e então a ofensa entra e vai tomando conta de tudo.

Jesus ofendeu muitas pessoas quando esteve na terra, mas nunca por defender a si mesmo, seus direitos, ou suas opiniões – ele ofendeu as pessoas por fazer a vontade de Deus, por obedecer a Deus.

Por que João Batista fez aquela pergunta?

João Batista, aquele que anunciou Jesus como o Messias, teve dúvidas. João preparou o caminho para Jesus, pregou o arrependimento, batizou Jesus. No texto de Mateus 11:2-6, João está preso e ouve falar de algumas coisas que Jesus tem feito. Ele provavelmente começa a questionar por que Jesus não o visita, por que ele se encontra naquela situação, porque Jesus come com pecadores, quebra o sábado. A dúvida começou a entrar no seu coração. Aquele que afirmou quem Jesus era, passou a ter dúvidas e se não fizesse algo a respeito, poderia deixar a ofensa entrar em seu coração.

Ele, então, manda uma pergunta para Jesus. E Jesus responde mostrando que as profecias de Isaías, que João conhece muito bem, estão se cumprindo. E ainda completa dizendo: “feliz é aquele que não se escandaliza – SE OFENDE – por minha causa” (v.6). Ele estava dizendo para João não se ofender por não ter suas expectativas supridas, por não fazer as coisas como João esperava que fosse fazer.

Mas a dúvida de João não se transformou em ofensa, porque ele decidiu andar na luz, perguntou. Não ficou se questionando e guardando a dúvida em seu coração. Quando não andamos na luz, a ofensa se instala em nós e nos separa de Deus e dos nossos irmãos – a comunhão é quebrada. Ela paralisa todo o nosso crescimento espiritual, nos deixa cegos e corremos o risco de sermos dominados pelo orgulho.

Como podemos evitar que a dúvida e a ofensa se instalem no nosso coração? Quais são os antídotos?

Existem antídotos para lidar com a dúvida e a ofensa. O antídoto para a dúvida é a fé. E ela se desenvolve na nossa comunhão com o Espírito Santo, na oração, na leitura da Palavra, no nosso relacionamento com os irmãos. Para ter fé, precisamos estar e comunhão com Deus, com as pessoas, com a igreja e com a Palavra.

E qual é o antídoto da ofensa? O perdão! O perdão não é uma opção para nós cristãos, nem mesmo um sentimento. É uma decisão de obedecer a Deus (Mt. 6:14-15, 18:21-35). Jesus perdoou todos os nossos pecados, quem somos nós, então, para não perdoar as pessoas?

 A ofensa faz parte da nossa vida, sempre vai acontecer. Mas precisamos saber como tratá-la para que possamos cumprir a vontade de Deus e dar frutos. Precisamos cuidar do nosso coração.

Como anda o seu coração?

Deus quer usar você para dar muitos frutos, e frutos que permanecem. Por isso, Ele está interessado no seu coração. Você tem deixado a dúvida e a ofensa dominarem você? Tem vivido nas trevas e deixado que esses venenos cresçam dentro de você?

Precisamos aumentar a nossa fé e liberar o perdão para que o nosso coração esteja livre para frutificar. O que tem tomado conta do seu coração? Onde tem te faltado fé? Quem você precisa perdoar?

Tome a decisão de arrumar as coisas no seu coração hoje mesmo e deixe que Deus te use para cumprir a Sua vontade.

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