Como você acha que a sua imagem de você mesmo influencia na sua vida e nos seus relacionamentos?

Como você se vê?

O rei Salomão escreveu no livro de Provérbios que o homem “como imagina na sua alma, assim ele é” (23:7). Ou seja, uma maneira de pensar pode ser tão poderosa que acabamos nos tornando aquilo que pensamos. Por isso é tão importante vigiarmos os nossos pensamentos e a nossa visão de nós mesmos.

Há muitas coisas que podemos achar quando olhamos para nós mesmos, muitas lentes com que podemos nos ver e ver o mundo ao nosso redor.

Que lentes são essas?

São muitas, como o nosso passado, as oportunidades (que aproveitamos ou perdemos), a nossa família. Cada uma dessas lentes nos faz ver o mundo ao nosso redor de uma maneira diferente.

A questão é que o homem sem Deus acaba usando sempre alguma lente e possui uma imagem distorcida de si mesmo. Até mesmo um homem de Deus, mas que não tem um compromisso com a Palavra, acaba perdendo a clareza na sua visão. Isso porque é a Bíblia que nos fala quem somos, como devemos nos ver e como devemos enxergar tudo que nos cerca.

O pensamento distorcido sobre nós mesmos e as lentes erradas que usamos nos levam a pensar e falar muitas coisas sobre nós mesmos.

Qual é o poder do que falamos?

Provérbios também fala que “a língua tem poder sobre a vida e a morte” (18:21). As palavras que falamos sobre nós mesmos nos levam para a dimensão do que elas são, nos fazem ser como elas – sejam elas negativas ou arrogantes. E não é isso que Deus tem para nós.

Elas também nos levam para a teia da comparação, quando olhamos para as outras pessoas e nos achamos melhores ou piores do que elas. Quanto mais tentamos nos parecer com as outras pessoas, mais distantes ficamos daqueles que Deus quer que sejamos.

O texto de Números 13:28-33 fala dos príncipes que receberam a missão de fazer o reconhecimento da Terra Prometida e do relatório que deram ao povo. Esse texto nos mostra que aqueles homens, primeiro, VIRAM a terra, os descendentes dos gigantes; depois, SENTIRAM, diante daquilo que viram, se sentiram como pequenos gafanhotos; e, por último, eles FALARAM, dez deles falaram que eles não poderiam tomar posse daquela terra, porque não venceriam o povo que habitava ali.

É assim conosco também. Primeiro vemos uma situação, vemos a nós mesmos, depois sentimos e, então, começamos a falar. Uma coisa leva à outra.

Muitas pessoas nasceram de novo, conhecem a Cristo, mas ainda têm uma maneira antiga de pensar. Nossa identidade, nossos pensamentos e palavras, devem demonstrar o que Deus fez por nós e quem nós somos de verdade.

A Bíblia fala que Deus odeia o “falar perverso” (Pv. 8:13). Perverso significa “voltado para o outro lado, para o mal”. Então, falar perverso é um falar que é contrário ao que deveria ser. São palavras negativas, sobre nós e sobre as outras pessoas.

Qual, então, é o oposto de negativo?

Nas máquinas fotográficas analógicas, as fotos ficavam registradas nos negativos. Eles possuíam uma imagem distorcida, não exatamente como as fotos eram. Eles precisavam passar pela revelação para que as fotos saíssem como deveriam ser.

O contrário de negativo é a revelação. O contrário de uma mente negativa é a revelação de Deus de quem nós somos e de quem Ele é. A revelação é sempre uma imagem positiva.

Essa revelação também não é só com relação a nós mesmos, também tem a ver com as outras pessoas. Precisamos enxergar o que há de bom nas pessoas e falar para elas sobre isso.

O que aconteceria se começássemos a tratar as pessoas com a real identidade delas, dada por Deus?

Tudo seria muito diferente, as pessoas passariam a ter pensamentos diferentes sobre si mesmas, seriam capazes de enxergar com mais clareza como Deus as vê.

A revelação nos capacita a ver todos ao nosso redor como vencedores valiosos.

Sabendo da importância de nos vermos como Deus nos vê, como, então, Deus nos vê?

Em Seu encontro com Natanael, Jesus nos mostrou como Deus olha para nós e como devemos enxergar as outras pessoas (Jo. 1:45-47). Quando ouve de Filipe que Jesus vinha de Nazaré, Natanael questiona: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (v. 46). Mesmo diante da sua incredulidade, não foi isso que Jesus destacou. Quando o viu, Ele disse: “Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade” (v. 47). Jesus viu o ouro que havia em Natanael, viu o que havia de bom.

Da mesma forma, Deus olha o que há de bom em nós, o que Cristo alcançou para nós com Seu sacrifício. E essa revelação da nossa identidade está na Palavra.

Algumas coisas que podemos declarar sobre nós mesmos, por exemplo, é que nós temos a mente de Cristo (1Co. 2:16); fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Ef. 1:3); fomos ressuscitados com Cristo e estamos assentados nos lugares celestiais (Ef. 2:6); nossa mente precisa ser renovada (Rm. 12:1-2); precisamos pensar nas coisas do alto (Cl. 3:1-4). Não somos qualquer pessoa!

Há uma outra revelação na Palavra sobre como Deus nos vê. Ela está em Apocalipse 19:6-10 e mostra quem a igreja vai se tornar. João viu a noiva perfeita. E é dessa forma que o Senhor olha para nós, como a Sua noiva perfeita.

Você tem vivido com uma imagem distorcida de si mesmo?

Deus nos criou de uma maneira maravilhosa e com um propósito certo. Tudo o que sai disso acaba nos levando a uma vida pesada, com uma ideia completamente errada do que Ele tem para nós. A Palavra é a verdade, é lá que encontramos o que Deus pensa e fala de nós.

Se você ainda tem dificuldades com isso, comprometa-se a conhecer a Bíblia e creia no que ela diz sobre você. Declare, em alta voz, quem ela diz que você é.

Aproveite para trazer essa revelação à vida de outras pessoas também. Isso faz toda a diferença.

  1. 05/05/2018

    Será que vai ter disponível para ouvir?

    • 07/05/2018

      Oi, Ana Paula!
      Teremos sim. Em breve vamos colocar o áudio!
      Obrigada pelo seu comentário!

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