Nestes dias antes do Natal, o que Deus tem falado com você sobre o nascimento de Jesus? Existe alguma coisa que antes você não enxergava e hoje faz toda a diferença na comemoração dessa data?

Por que Deus enviou Jesus?

Deus não olhou para a terra um dia e, vendo como estava a situação, pensou em mandar o Seu filho para “arrumar a bagunça”. Ele não era o “Plano B”. Se essa fosse a Sua intenção, não faria sentido mandar Jesus como o filho de uma virgem e um carpinteiro, para ser pobre e rejeitado. Ele deveria, então, vir como os judeus esperavam: um conquistador, herói, político audacioso.

Jesus foi enviado à terra para trazer a justiça que vem do Reino dos Céus, um novo padrão de amor, liberdade aos cativos e esperança. Esse era o plano de Deus desde o começo.

Então, se Jesus sempre foi o plano inicial, Deus quer que todo o mal exista no mundo?

Não. Deus deu ao homem o livre arbítrio e, por conta do pecado e da rebeldia, o homem se entregou aos seus desejos de ganância e corrupção (Rm. 1).

Deus não compactua com as trevas, com o mal, por isso, enviou Jesus para nos libertar do seu domínio. E, por causa disso, o Natal não é somente uma desculpa no calendário, uma celebração sem sentido. A vinda de Jesus como Deus encarnado deve ser o motivo da nossa admiração e alegria. O profeta Isaías fala muito sobre a vinda de Jesus e a redenção do homem pelo Seu sacrifício. E isso tudo, cerca de 750 anos antes de o anjo falar com Maria.

Como nós éramos sem Jesus? (Isaías 59)

Todos nascemos pecadores e, por isso, o nosso relacionamento com Deus foi quebrado. Nossa habilidade de ouvir a voz do pastor foi desabilitada.

Em Isaías 59:15, o profeta fala que Deus, vendo a nossa situação, “indignou-se com a falta de justiça”. Ele viu que não havia ninguém capaz de introduzir essa justiça, de interceder pela humanidade (v.16). Mesmo antes da vinda de Jesus, o Senhor já contava conosco para sermos instrumentos de justiça. E então vem a promessa: ““O Redentor virá a Sião, aos que em Jacó se arrependerem dos seus pecados”, declara o Senhor” (v. 20). É o mesmo que está escrito em Mateus 9:13!

Mesmo a nossa situação sendo muito ruim e nós não sendo merecedores de misericórdia, a promessa de Jesus já estava determinada. Tudo sempre esteve nos planos de Deus (Is. 9:1-7). Jesus veio para manifestar a justiça do Reino de Deus aqui na terra. Não a justiça do homem, “olho por olho e dente por dente”, mas como Lucas descreve:

“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo aquele que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os ‘pecadores’ amam aos que os amam. E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os ‘pecadores’ agem assim. E que mérito terão, se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os ‘pecadores’ emprestam a ‘pecadores’, esperando receber devolução integral. Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.” (Lc. 6:27-36)

Isso é demonstrar o amor e a graça de Deus.

O que mudou para nós com a vinda de Jesus?

Jesus veio mostrar uma justiça que não é punitiva e que conduz o homem ao arrependimento. O profeta Isaías fala mais sobre isso no capítulo 53, quando descreve a obra de Cristo. Ele tirou de nós a escravidão do pecado e nos fez livres para termos um relacionamento com Deus.

Nós não merecíamos nada disso. Nos rebelamos contra Deus e escolhemos viver a nossa vida independentemente, segundo os desejos do nosso coração. Mesmo assim, o Príncipe da Paz veio e nos trouxe reconciliação com o Pai. Por causa disso, Natal é tempo de alegria e gratidão, Jesus veio, viveu entre nós e pagou um alto preço pela nossa vida.

E por isso a graça não existe para liberar a prática do pecado, existe para que, não sendo mais escravos do pecado, possamos amar uns aos outros e ter um relacionamento íntimo com Deus através do Espírito Santo (Rm. 5:20-21).

Você tem se lembrado dessa história de graça e redenção neste Natal?

A Palavra de Deus nos lembra de quem nós éramos e de quem passamos a ser com o sacrifício de Jesus. O Natal não é só um feriado qualquer, não é só um dia de estarmos em família e trocarmos presentes. Mas é o dia para nos lembrarmos do maior presente que poderíamos receber: a salvação.

Nestes dias, gaste tempo lendo a Bíblia e se lembrando de tudo o que Jesus fez por você. Deixe que o Espírito Santo fale ao seu coração e que essas verdades transformem a sua vida. Quando estamos enraizados na Palavra, somos edificados e transbordamos de gratidão (Cl. 2:6-7).

Uma sugestão de leitura são os textos: João 1:1 e 14, 3:16; Efésios 2:8-10.

Tenha um feliz Natal cheio de Jesus!

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