SENTIR (quebra-gelo)

Qual é a maior mudança na vida de uma pessoa que tem um relacionamento com Deus como Pai?
Qual a diferença entre alguém que reconhece e experimenta Deus como Pai e outra que vê Deus como apenas Deus todo poderoso?

APRENDER

Os 2 homens – O que significa o primeiro homem e o segundo homem?

As Escrituras nos dizem em 1 Coríntios 15:45-48 “O primeiro homem, Adão, se tornou ser vivo”. Mas o último Adão é espírito que dá vida. Primeiro vem o corpo natural, depois o corpo espiritual. O primeiro homem foi feito do pó da terra, enquanto o segundo homem veio do céu. Os que são da terra são como o homem terreno, e os que são do céu são como o homem celestial.

Logo, existem 2 homens, assim como são 2 testamentos e 2 alianças. O primeiro homem é Adão, uma alma que vive, Adão foi criado à imagem e semelhança da trindade, vivia no jardim do Éden, tinha comunhão com Deus e tinha uma única regra, que caso fosse quebrada, quebraria também a aliança que ele tinha com Deus. Essa regra estabelecia o relacionamento de Adão com Deus, mas ele tem a liberdade de escolha.

Deus não obriga o homem a amá-lo, mas deseja que ele escolha isso, assim como Deus escolheu nos amar.

Porém, como a bíblia conta, a estratégia da serpente foi uma só: colocar em dúvida a Palavra de Deus por meio da mentira. A mentira era que Deus não queria que o homem fosse como Ele é, mas a verdade é que ele já era. Então enganados pela serpente, Adão e Eva se tornam mais parecidos com a serpente ao obter o conhecimento do mal. A partir de agora o homem vive para seus próprios desejos, criando suas próprias regras e sendo seu próprio deus.

A religião vem treinando as pessoas para ver Deus através dos olhos da serpente. – Danny Silk

Qual era o plano de Deus original? Como Deus pensou em resolver o fracasso da primeira versão de ser humano?

Veja o texto de Jeremias 31:

“Está chegando o dia”, diz o SENHOR, “em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e de Judá. 32 Não será como a aliança que fiz com seus antepassados, quando os tomei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu os amasse como o marido ama a esposa, eles quebraram a aliança”, diz o SENHOR.” – Jeremias 31:31

Assim como Adão quebra a aliança o povo de Israel também e afasta de Deus. Mas o Senhor tinha planos para o povo, assim como tem planos para cada um de nós. Então vem à terra o segundo homem, Jesus Cristo.

“Pois a lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho único, que mantém comunhão íntima com o Pai, o revelou.” – João 1:17-18

A nova aliança, criada a partir de Jesus, modifica a forma como nós conhecemos a Deus, como nós vivemos a nossa vida e como nós olhamos para as outras pessoas. Depois de Adão o homem era parecido com a serpente, mas depois de Jesus, todo aquele que crê, é parecido com Ele.

Como vive este segundo homem? O que ele faz de diferente?

Este segundo homem, Jesus é a imagem do Pai, ele se parece com o Pai. Ao invés de julgar e condenar, ele deseja reconciliar e restaurar.

A mulher pega em adultério: neste episódio a mulher pega em flagrante dever ser apedrejada até a morte. Mas Jesus, sem quebrar a lei, apenas esclarece que para julgar e punir o pecado de alguém, seria necessário não ter nenhum pecado. Todos se retiram, e somente Jesus poderia condenar e punir a mulher, mas Ele apenas diz – eu não te condeno, vai e não faça mais isso. A mentalidade religiosa é sempre punir, condenar, a fim de que eu pareça menos culpado dos meus pecados. Mas a mentalidade de Cristo é de perdoar, reconciliar e restaurar.

Em Lucas 15 temos a história do filho rebelde, que praticamente deseja ver o pai morto para receber a herança. Mesmo conhecendo seu filho, o pai deixa que ele saia e viva como quer – ele não força o filho a obedecê-lo, porque agora ele já pode fazer suas escolhas.  Esse filho se torna dono de si mesmo, vive para seus próprios prazeres, mas acaba gastando tudo o que recebeu e decide voltar para a casa do pai.

“Então voltou para a casa de seu pai. Quando ele ainda estava longe, seu pai o viu. Cheio de compaixão, correu para o filho, o abraçou e o beijou.” – Lucas 15:21

O pai, ao ver seu filho voltando, corre até ele e o abraça, o acolhe, mas o filho, que pensa como um escravo, deseja punição, diz que não merece ser filho. Mas o Pai não pune o filho, ao invés disso, RECONCILIA E RESTAURA. O Pai foi o primeiro a encontrar o filho, e não deixou ninguém encontrá-lo antes Dele mesmo. Isso é o que Deus Pai faz, é sempre o primeiro a receber de volta o filho.

O filho mais velho deseja que o irmão seja punido pelo que fez – o irmão tem que ter o que merece! Muitos são assim na igreja, querem que os outros sejam punidos pelos seus erros, ao invés de perdoar, reconciliar e restaurar. A lógica de Deus, o Pai, não é punir, pois basta as consequências do próprio pecado. Jesus nos revela o Pai – se você volta para o Pai, ele trata você como filho.

Quando há arrependimento, há reconciliação e restauração.

“ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação.” – 2 Coríntios 5:19

REFLETIR

O perfil do órfão – aqueles que se sentem abandonados, vivendo por si mesmos, não confiando em Deus Pai

A mentalidade de escravo, de empregado, nos faz acreditar que não somos dignos, que merecemos punição pelos erros que cometemos. Pensamos que não podemos pertencer a família de Deus, que não podemos ter um relacionamento com Ele. O órfão vive com medo de não ser aceito e procura sempre ser melhor do que os outros para que não seja punido. Quando não consegue ser melhor do que os outros, se torna rebelde e tenta fazer suas próprias regras. OU ainda, quando não quer ser o melhor em tudo, ou o rebelde, tenta manipular as pessoas e as situações. Tudo que uma pessoa que sente órfã quer é proteger a si mesma, viver para si mesmo. Nós precisamos ter um relacionamento com o Pai – agora nós não somos mais órfãos.

Temos vivido com mentalidade de escravo ou empregado, pensando como órfãos quando somos filhos amados na casa do Pai?

APLICAR E ORAR (separe entre homens e mulheres)

Qual a saída para deixar de ser um órfão espiritual? A saída é o arrependimento verdadeiro.
Mudança de mente, se voltar para o caminho que leva ao seu Pai. Assim como na história do Filho rebelde de Lucas 15, a volta para o seu pai sempre será um momento de reconciliação e restauração.

Não se trata apenas de pedir perdão. Só pedir perdão é como dar passos para trás, correndo o risco depois de ir pelo mesmo caminho de novo. É preciso mais do que pedir perdão, é preciso ARREPENDIMENTO, MUDANÇA DE DIREÇÃO, abandonar o caminho anterior. Somente pelo arrependimento é que vem a RECONCILIAÇÃO E A RESTAURAÇÃO.

Se você está longe, se aproxime. Se você se sente órfão, volte para os braços do Pai, Ele nos deu o seu Espírito Santo e deseja que tenhamos uma vida plena e satisfeita.

Líder, não fale desse tema com peso ou julgamento. Lembre-se que paternidade é um assunto que toca em feridas profundas na vida das pessoas, esteja atento a todos que precisam ser acolhidos e abraçados. Se disponha para conversar em particular caso seja necessário, aplique a realidade do discipulado! A orfandade espiritual é uma realidade de todos – a saída é arrependimento e voltar para os braços do Pai. O pai reconcilia e restaura.

Aproveite para falar sobre o Vida Vitoriosa, explique sobre os primeiros passos na caminhada com Jesus e o desafie para participar do SIGA-ME!

Escreva um comentário

*

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Siga-nos: